A arbitragem do Judô Rio teve oito promoções nos dias 24 e 25 de outubro de 2026: cinco árbitros avançaram à categoria Nacional C e três ao nível Estadual. Segundo informações da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), as avaliações ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Os resultados vieram do Exame Nacional de Arbitragem – Fomento à Arbitragem Regional (FAR), em Itapecerica da Serra (SP), e de um Exame Estadual no Olaria Atlético Club. A FJERJ indicou cinco representantes para a etapa nacional, e todos foram aprovados.
Entre os envolvidos estão árbitros de clubes e núcleos regionais do estado, além da Diretoria de Arbitragem da FJERJ. A avaliação estadual foi conduzida por Edimilson Jinkings, Árbitro Continental FIJ B, enquanto Bruna Neves responde pela diretoria.
As aprovações incluem o reconhecimento de Alexandre Xavier Rodrigues Cunha como destaque masculino do exame nacional e depoimentos dos novos promovidos sobre sua trajetória. A notícia também aborda a preparação técnica e a participação dos núcleos regionais na arbitragem fluminense.
Oito árbitros avançam nos exames nacional e estadual
Na categoria Nacional C, foram aprovados Alexandre Xavier Rodrigues Cunha, da AMOCEN, e Cristiano Batista da Silva, do Judô Clube Marco Alberto. Os dois integram o grupo indicado pela FJERJ para a avaliação nacional.
Também alcançaram essa categoria Gabriel Rodrigues Fernandes da Fonte, do Judô Clube Ren-Sei-Kan, e Josemilson Alves de Brito, do Judô Clube 25 de Agosto. As aprovações contemplaram árbitros ligados a diferentes equipes do estado.
Álvaro José Valente da Fonseca, representante dos Samurais, completou a lista de aprovados na etapa nacional. No exame estadual, os três candidatos também foram aprovados, com vínculos a clubes e núcleos regionais fluminenses.
A FJERJ destaca preparação e desenvolvimento da arbitragem
Bruna Neves, Árbitra Internacional FIJ A e diretora de Arbitragem da FJERJ, atribuiu os resultados a um trabalho contínuo de identificação de talentos, preparação técnica e incentivo à progressão. Segundo ela, a diretoria também busca ampliar oportunidades para árbitros dos núcleos regionais.
A diretora afirmou que os destaques de árbitros do Rio em exames nacionais ao longo de 2026 reforçam uma orientação que vai além da preparação para uma prova. O objetivo, de acordo com Bruna, é formar profissionais qualificados para representar o Judô Rio e contribuir com a arbitragem brasileira.
Bruna também relacionou o avanço a uma articulação institucional com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), necessária para viabilizar a participação no exame nacional. Ela agradeceu ao presidente e ao vice-presidente da entidade pelo apoio à indicação dos árbitros.
Na avaliação da diretora, competência técnica, confiança e diálogo institucional ajudam a criar oportunidades para a arbitragem e para a comunidade do Judô Rio. O trabalho, acrescentou, inclui estruturar condições para que os resultados alcançados se multipliquem.
Aprovações à categoria Nacional C e trajetórias dos árbitros
Alexandre Xavier Rodrigues Cunha, Kodansha 6º Dan, descreveu a aprovação como confirmação de que a aprendizagem continua necessária, independentemente do tempo de trajetória no Judô. Ele também associou a conquista a estudo, disciplina, correções e apoio de outras pessoas.
Para Cristiano Batista da Silva, faixa-preta 5º Dan, chegar à categoria Nacional C representa uma conquista após anos dedicados ao Judô e o reconhecimento de que ainda há muito a aprender. Ele citou como referências o sensei Marco Alberto, Árbitro FIJ C, e a sensei Bruna Neves, Árbitra FIJ A.
Gabriel Rodrigues Fernandes da Fonte, faixa-preta 3º Dan, atribuiu sua aprovação aos conhecimentos acumulados como Árbitro Estadual e à contribuição de senseis ao longo do percurso. Entre os nomes que agradeceu estão Bruna Neves, Diego Ramom e Marcello Colonna, coordenadores e supervisores; ele também destacou as oportunidades oferecidas pela FJERJ.
Josemilson Alves de Brito, faixa-preta 2º Dan, apontou coragem, respeito às regras, imparcialidade e estudo como características necessárias à arbitragem. Já Álvaro José Valente da Fonseca, faixa-preta 1º Dan, afirmou que a promoção o motiva a continuar estudando e mencionou o intercâmbio entre árbitros como espaço de troca de informações e experiências.
Exame Estadual e participação dos núcleos regionais
No exame estadual, foram aprovados Cristiano Guerra de Souza, da Associação Chikara de Judô, e Evaldo Marinho, da ACCA. Ricardo Fontes Corrêa, da DCR Judô, também obteve a categoria Árbitro Estadual.
Edimilson Jinkings, Árbitro Continental FIJ B responsável pelas etapas teóricas e práticas, descreveu a avaliação como criteriosa e voltada a ampliar o conhecimento dos candidatos. Ele citou como referências da arbitragem fluminense os senseis Jeferson Vieira, Diego Ramon, William Muniz e Bruna Neves, dos níveis FIJ A e FIJ B.
Ricardo Fontes Corrêa, faixa-preta 1º Dan do Núcleo Regional Vale do Paraíba, disse que a qualificação representa o reconhecimento do esforço e do estudo realizados. Para ele, a conquista também mostra que o trabalho dos núcleos regionais, incluindo o 5º Núcleo Regional, forma profissionais preparados para atuar nas competições.
Jinkings apontou a recuperação da participação de árbitros dos núcleos regionais, além da capital, como parte do desenvolvimento da arbitragem. Ricardo também atribuiu à atuação de Bruna Neves na direção da FJERJ a aproximação entre os núcleos do interior e a criação de oportunidades de intercâmbio e formação.


